A Woodside Energy Group Ltd é uma produtora australiana de petróleo e gás com sede em Perth, Austrália Ocidental, e cotada na Australian Securities Exchange e na New York Stock Exchange sob o ticker WDS. Vende gás natural liquefeito, gás doméstico por gasoduto, condensados e petróleo bruto de ativos operados e não operados na Austrália, nos Estados Unidos e no Senegal. A empresa opera as unidades North West Shelf e Pluto LNG na Península de Burrup, perto de Karratha, onde a maior parte do seu gás é processada e exportada.

De Gippsland a três continentes

A Woodside foi constituída em 26 de julho de 1954 como Woodside (Lakes Entrance) Oil Co NL e iniciou a sua atividade explorando a Bacia de Gippsland, em Victoria, antes de se voltar para a North West Shelf, ao largo da Austrália Ocidental, na década de 1960. Mudou a sua sede de Melbourne para Perth em 1995. A fusão com o negócio de petróleo da BHP foi concluída em 2022, adicionando uma cotação em Nova Iorque e um conjunto de ativos internacionais. Duas compras em 2024 reformularam o pipeline de crescimento: a Tellurian Inc, proprietária do local proposto para a Louisiana LNG, por um valor de empresa de cerca de 1.2 mil milhões de USD, e o projeto de amoníaco azul da OCI Global em Beaumont, Texas, por 2.35 mil milhões de USD.

Ativos de produção

A Pluto LNG e o projeto North West Shelf formam o núcleo da produção australiana, com a Woodside a deter também participações nos campos de Wheatstone e Macedon. O campo Sangomar, offshore Senegal, a cerca de 100 quilómetros a sul de Dakar, é operado pela Woodside com uma participação de 82% juntamente com a empresa estatal Petrosen. Desenvolvido com um custo de aproximadamente 5.2 mil milhões de USD através de uma primeira fase de 23 poços, produz através do navio de produção flutuante Leopold Sedar Senghor, entregou o primeiro petróleo em junho de 2024 e atingiu a sua capacidade nominal de 100,000 barris por dia; no segundo trimestre de 2026, registou uma média bruta de cerca de 99,000 barris por dia, 86,000 líquidos para a Woodside, com uma fiabilidade superior a 99%, e os parceiros estão a avaliar uma segunda fase.

Na Bacia de Gippsland, a Woodside assumiu a operação dos ativos de produção de Bass Strait, da unidade de gás de Longford, da instalação de líquidos de Long Island Point e dos gasodutos associados da ExxonMobil em 1 de junho de 2026. As participações acionistas e as provisões para desmantelamento mantiveram-se inalteradas. A restante produção de petróleo da empresa é offshore na Austrália Ocidental, onde opera os navios flutuantes de produção, armazenamento e descarga Ngujima-Yin, Pyrenees e Okha, e no Golfo do México, nos EUA, onde detém participações em Shenzi, Mad Dog e Atlantis.

Projetos em construção

  • Scarborough estava 98% concluído no final do semestre. O campo de gás situa-se a cerca de 375 quilómetros da costa de Pilbara e está a ser desenvolvido com 13 poços, uma unidade de produção flutuante e um gasoduto de 430 quilómetros até à instalação ampliada de Pluto, onde o Pluto Train 2 é o novo comboio de liquefação onshore. O primeiro carregamento de gás natural liquefeito está previsto para o quarto trimestre de 2026.
  • Trion, em águas profundas offshore no México, estava 64% concluído e mantém-se dentro do orçamento para o primeiro petróleo em 2028. A Woodside opera o desenvolvimento de cerca de 7.2 mil milhões de USD com uma participação de 60%; os topsides foram instalados na unidade de produção flutuante no primeiro semestre de 2026 e três dos 24 poços submarinos já tinham sido perfurados.
  • Louisiana LNG em Calcasieu Parish está a ser construída como um projeto de fundação de três comboios com um custo estimado de 17.5 mil milhões de USD, face a uma capacidade total permitida de 27.6 milhões de toneladas por ano. Estava 28% concluído no final do segundo trimestre de 2026 e visa um primeiro carregamento em 2029.
  • Beaumont é um novo projeto de amoníaco no Texas, e a Woodside detém 33.4% e a operação dos campos de gás Greater Sunrise no Mar de Timor, onde a ConocoPhillips tem 30%, a Shell 26.6% e a Osaka Gas 10%.

Resultados do primeiro semestre de 2026

O relatório semestral divulgado em 25 de agosto de 2026 mostrou receitas operacionais de 7,446 milhões de USD, 13% superiores às do ano anterior, com uma produção de 478 mil barris de óleo equivalente por dia, ou 86.5 milhões de barris de óleo equivalente nos seis meses. O lucro líquido após impostos subiu 27% para 1,672 milhões de USD, o lucro líquido subjacente foi de 1,334 milhões de USD, o EBITDA foi de 4.6 mil milhões de USD, o fluxo de caixa operacional foi de 3 mil milhões de USD e o fluxo de caixa livre de 352 milhões de USD. O conselho de administração declarou um dividendo provisório totalmente franqueado de 57 cêntimos de dólar americano por ação. O rácio de endividamento de 20.6% situou-se ligeiramente acima do intervalo-alvo de 10-20% e a liquidez fixou-se em 8,189 milhões de USD, com a empresa a descrever o arranque de Scarborough como o fim do seu período de investimento mais intenso.

Liderança e força de trabalho

Richard Goyder é o presidente e Liz Westcott tornou-se diretora executiva e administradora delegada em março de 2026, após ter servido como diretora executiva interina desde 18 de dezembro de 2025, depois de Meg O'Neill ter deixado a empresa para liderar a bp. A Woodside reportou 4,718 funcionários no final de 2024. A sua sede é em Perth e gere operações e interesses de exploração na Austrália, Estados Unidos, Senegal, México e Mar de Timor.