O Brasil deve expandir seu setor de petróleo e gás, mesmo mantendo uma posição de liderança em energia limpa, de acordo com uma reportagem publicada pela Offshore Technology. A afirmação central do relatório é que esse rumo não depende do resultado da eleição no país: quer o próximo governo seja liderado por Lula ou por Bolsonaro, a expansão do petróleo e do gás seguirá em frente. A publicação apresenta a história como uma tensão entre a posição do Brasil na transição energética e seus planos de crescimento dos combustíveis fósseis.
A continuidade política é o ponto principal do relatório. A escolha entre Lula e Bolsonaro, sugere a publicação, não mudará o rumo do país em relação aos hidrocarbonetos: sob qualquer um dos candidatos, espera-se que o próximo governo prossiga com a expansão. O título da peça — 'Brazil will drill' — afirma essa conclusão diretamente. A Offshore Technology enquadra isso como uma característica definidora da política energética do Brasil, em vez de uma posição ligada a uma administração ou a um campo político.
A tensão no centro da história é que o Brasil desempenha dois papéis ao mesmo tempo. O relatório descreve o país como um líder em energia limpa e, ao mesmo tempo, como um país comprometido com a expansão de seu setor de petróleo e gás. Nenhum dos papéis, no relato da publicação, anula o outro: a liderança na transição e os planos de expansão são apresentados como elementos coexistentes da mesma direção política. Essa combinação, em vez de qualquer elemento isolado, é o que a reportagem pede que seus leitores considerem.
Para o público da indústria, a lição prática diz respeito à previsibilidade. Se a avaliação do relatório estiver correta, as empresas ativas no Brasil — e aquelas que ponderam o envolvimento lá — podem prosseguir com a suposição de que a expansão do petróleo e do gás continua, independentemente de quem vença. O relatório não apresenta a liderança em energia limpa do país como um freio a essa expansão; ele apresenta os dois como caminhos paralelos. Os leitores ficam com uma imagem do Brasil como um lugar onde as credenciais de transição e o crescimento dos hidrocarbonetos devem avançar lado a lado.
Fonte: Offshore Technology