Cerca de 170 trabalhadores offshore empregados pela Apache, a empresa de energia dos EUA, intensificarão sua greve, de acordo com o sindicato britânico Unite, que anunciou a escalada na terça-feira. O sindicato vinculou a medida a uma disputa que abrange empregos, salários e condições. A referência à escalada aponta para ações que já estavam em curso e para um desacordo que permanece sem solução com o empregador.
Os trabalhadores em questão são funcionários da Apache, com o Unite atuando como seu sindicato na disputa. O sindicato nomeou três áreas de desacordo: empregos, salários e condições. Nem as instalações específicas nem as tripulações afetadas foram identificadas no anúncio, e a forma que a ação intensificada assumirá não foi descrita, deixando esses detalhes para serem confirmados.
A intensificação da ação industrial entre as tripulações offshore atrai a atenção de toda a indústria porque os níveis de pessoal nas instalações offshore sustentam a operação segura, o planejamento da manutenção e a continuidade da produção. Disputas sobre salários e condições são uma característica familiar das relações laborais offshore, e os sindicatos geralmente intensificam a ação quando concluem que as negociações não produziram um resultado aceitável. Aqui, o Unite colocou essas três áreas no centro de seu caso, o que define os termos nos quais qualquer resolução precisaria ser alcançada.
Para a Apache, a escalada adiciona pressão para resolver uma disputa laboral que afeta parte de sua força de trabalho offshore. Para os trabalhadores, a decisão do sindicato sinaliza que está preparado para intensificar a pressão sobre o empregador em relação às questões levantadas. A disputa também é um lembrete de que empregos, salários e condições de trabalho continuam sendo questões centrais nas relações laborais offshore, e que desacordos não resolvidos podem passar rapidamente da negociação para a ação intensificada.
Fonte: Offshore Engineer